segunda-feira, setembro 29, 2008

Quién muere?


Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos, quien no cambia de marca, no arriesga vestir un color nuevo y no le habla a quien no conoce.

Muere lentamente quien hace de la televisión su gurú.

Muere lentamente quien evita una pasión, quien prefiere el negro sobre blanco y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones, justamente las que rescatan el brillo de los ojos, sonrisas de los bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.

Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo, quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño, quien no se permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.

Muere lentamente quien no viaja, quien no lee, quien no oye música, quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.

Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.

Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo, no preguntando de un asunto que desconoce o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar.

Pablo Neruda

Ficou triste por ti, por não saberes ir à procura do que realmente é importante!

quarta-feira, setembro 24, 2008

Poema do afinal


No mesmo instante em que eu, aqui e agora,

Limpo o suor e fujo ao Sol ardente,

Outros, outros como eu, além e agora,

Estremecem de frio e em roupas se agasalham.

Enquanto o Sol assoma, aqui, no horizonte,

E as aves cantam e as flores em cores se exaltam,

Além, no mesmo instante, o mesmo Sol se esconde,

As aves emudecem e as flores cerram as pétalas.

Enquanto eu me levanto e aqui começo o dia,

Outros, no mesmo instante, exactamente o acabam.

Eu trabalho, eles dormem; eu durmo, eles trabalham.

Sempre no mesmo instante.

Aqui é Primavera. Além é Verão.

Mais além é Outono. Além, Inverno.

E nos relógios igualmente certos,

Aqui e agora,

O meu marca meio-dia e o de além meia-noite.

Olho o céu e contemplo as estrelas que fulgem.

Busco as constelações, balbucio os seus nomes.

Nasci a olhá-las, conheço-as uma a uma.

São sempre as mesmas, aqui, agora e sempre.

Mas além, mais além, o céu é outro,

Outras são as estrelas, reunidas

Noutras constelações.

Eu nunca vi as deles;

Eles,

Nunca viram as minhas.

A Natureza separa-nos.

E as naturezas.

A cor da pele, a altura, a envergadura,

As mãos, os pés, as bocas, os narizes,

A maneira de olhar, o modo de sorrir,

Os tiques, as manias, as línguas, as certezas.

Tudo.

Afinal

Que haverá de comum entre nós?

Um ponto, no infinito.

António Gedeão

Poemas Escolhidos

Lisboa, Sá da Costa, 2001

domingo, setembro 21, 2008

Sonhos

Exploding Clock - Salvador Dali

"Posso esperar mais um pouco mais. Tenho um sonho, mas ele não tem de ser vivido hoje, porque preciso de ganhar dinheiro.... Fazer coisas de que não gostava, como toda a gente. Entregar o seu corpo e a sua preciosa alma em nome de um futuro que nunca chegava, como toda a gente. Dizer que ainda não tinha o bastante, como toda a gente. A guardar só mais um pouquinho, como toda a gente. Esperar mais um pouco, ganhar algo mais, realizar os seus desejos depois,..."
11 minutos - Paulo Coelho

De entre todas as dúvidas e insertadas que possam cruzar o meu caminho, de uma coisa tenha certeza, não quero olhar para trás e pensar que não vivi os meus sonhos, não me dei uma oportunidade por estar à espera.... Quero me desafiar, viver, sorrir, gritar, explorar e crescer todos os dias um bocadinho!

quinta-feira, setembro 11, 2008

Sinais


Agora sim! Começo a interpretar pequenos sinais, ínfimos pormenores que tantas vezes passaram despercebidos, ficaram esquecidos e até mesmo ignorados. Não posso e não quero mais! Cada palavra, cada comentário, cada detalhe é agora minuciosamente assimilado, interpretado e avaliado. Nada pode escapar! Quero entender e redigir no meu ser o porque do fascínio, do tremer da alma e da profunda entrega e dedicação. Sem dúvida que à coisas que não se explicam, sentem-se! Mas quando as explicações começam a surgir e o fascínio começa a esmorecer penso que o fim do caminho se vislumbra. Isto não significa que esteja tudo descortinado e que tudo seja transparente, apenas que outra fase, outro estágio está para se iniciar, onde novas interrogações se podem elevar e tornar tudo mais simples ou talvez mais complicado. No entanto, onde estou não quero e não posso ficar! Assim, este exercício constitui um processo que tem por intuito encontrar o fim deste labirinto, mesmo que no fim deste se encontre outro mais complexo. Pois, pelo menos encontrarei um novo desafio.

As piadas que me fazem sorrir, as perguntas que me fazem corar, as histórias que me fazem despertam e as longas trocas de opinião, enaltecem o meu mundo, fazem-me respirar com alegria e querer-te vezes sem conta. Mas, as confissões que me fazem chorar, os pensamentos que me ferem e as discussões que me irritam, passo a passo, sobrepõem-se a todos os sentimentos que me fazem querer gritar ao mundo o quanto gostaria de explorar contigo o que de mais íntimo existe em mim. A profunda sensação de desconforto, a permanente negação e barreira intransponível fazem morrer aos poucos o desejo de encontrar e explorar cada pedaço teu.

segunda-feira, setembro 08, 2008

A muralha


Pergunto a mim própria, sou só eu que sinto?

Quanto mais o tempo passa mais me convenço que sim! No entanto isso não torna as coisas mais fáceis! O nó na barriga continua lá sempre que ouço alguns pensamentos ou confissões, a vontade de estar contigo não diminuiu e muito menos o que sinto quando olho para ti ou me tocas, nem que seja com a ponta do dedo! Ridículo e sem fundamento, talvez! Mas por isso mesmo me pergunto todos os dias, sou só eu que sinto?

No meu dia à dia procuro a fuga, concentro-me arduamente no que tenho para fazer e procuro não pensar. Procuro nas coisas boas, os amigos, as minhas leituras, as idas à praia, os meus passeios e as minhas viagens fugir e não pensar, não imaginar nem me iludir. Não acreditar em frases perdidas e sem nexo. No entanto, basta um toque, uma palavra, às vezes um olhar, para voltar tudo à estaca zero. Ridículo e sem fundamento, talvez! Mas por isso mesmo me pergunto todos os dias, sou só eu que sinto?

Tento perceber como aqui cheguei, como deixei crescer este sentimento se desde o início joguei à defesa, tentei ser a muralha que nada nem ninguém pode derrubar, a força constante que não se deixa perturbar, a guerreira que sabe sempre controlar as situações. Pois é, sem saber como roubaste-me a paz de espírito, entraste nos meus sonhos e invadiste o meu mundo! Sempre a dizer a mim mesma que nada se passava, quando tomei consciência constatei que era tarde. A muralha cedeu e mandar-te embora para reconstruí-la é difícil e na verdade nem sei se o quero fazer.....

Sim, sou só eu que sinto, e por isso, aos poucos a muralha volta novamente a ser erguida, tijolo a tijolo, à dias que coloco um, outros coloco dois, três, também à dias que alguns caem e o processo recomeça... mas sei que chego lá!


I have a dream ...


Fui no fim de semana ao cinema com uma amiga que está a passar por um momento menos bom! Como tal, tínhamos de ver algo divertido e inspirador!

Posso dizer que vou com alguma frequência ao cinema e há muito tempo que não saia assim de um filme! Só sei que cantei, ri e chorei, apenas não dancei porque tinha público! A música sem dúvida é algo que nos eleva a um patamar superior e por momentos nos faz libertar todas as emoções que possam estar reprimidas... E eu nem se querer gosto muito muito ABBA, o que seria se gostasse...

Quando cheguei a casa, fiz questão de ir à procura do velho CD, que digam o que disserem é rara a casa que não tem lá escondido o velho LP ou CD de ABBA, e fiz questão de passar as músicas para o meu iPod e cantar até mais não as velhas sonoridades. Incrível como nas entrelinhas consegui adaptar pequenos trechos à minha própria realidade! Realmente a música não tem ideia!

I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything

If you see the wonder of a fairy tale

You can take the future even if you fail

I believe in angels

Something good in everything I see

I believe in angels

When I know the time is right for me

Ill cross the stream - I have a dream


Depois disto prometi a mim mesma que na próxima viagem seja ela a Londres ou Nova Iorque o musical de eleição será sem dúvida o MAMA MIA!

domingo, setembro 07, 2008

O porquê da criação!

Princess's Dream - Zorikto Dorzhiev

Alguém querido me disse: cria um blog e escreve, é libertador!

Depois de reflectir, pensei porque não? Afinal são tantos os pensamentos esquecidos que ficam por dizer que, porque não escrevê-los e levá-los ao mundo!

Ao adormecer os pensamentos fluem rapidamente sem qualquer controlo, a imaginação vaguei sem direcção e muitas vezes encontro respostas às minhas muitas dúvidas. No entanto, tais pensamentos acabam por cair em esquecimento depois de uma boa noite de sonhos ou de sono profundo. Assim, aqui pretendo deixar esses pedaços de mim, de forma a poder sempre encontrá-los.

Por outro lado, espero inspirar e ser inspirada por os demais que leiam e comentem o meu blog!