terça-feira, novembro 25, 2008

I Can See Clearly Now


I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

I think I can make it now, the pain is gone
All of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I’ve been prayin' for
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

Look all around, there’s nothin' but blue skies
Look straight ahead, nothin' but blue skies

I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day


Johnnhy Nash

domingo, novembro 23, 2008

Chegou...


Não tenho palavras para exprimir o que vai cá dentro, apenas sei que sinto um grande vazio. Há muito que sabia que este momento iria chegar, mas, e sem querer ser egoísta, gostava de lá ter chegado primeiro!

Espero do fundo do meu coração que ele conseguia chegar onde sonha e que tudo se concretize sem grandes obstáculos.  Que possa ser feliz e fazer feliz os escolheu para ter à sua volta! Que cresça e se torne o Homem que tem capacidade para ser! Que a sua ingenuidade não o atraiçoe e não o coloque mais uma vez num caminho de areias movediças, que a sua impulsividade não o leve a uma situação de ruptura com as pessoas que o acolhem e acima de tudo que a sua obcessão por uma nova motivação não o cegue.

Sei acima de tudo que tenho um amigo para a vida, a quem posso dizer a maior loucora, pois sei que a loucora dele vai ser maior que a minha. A quem posso confiar os maiores segredos, as verdades, as mentiras, as incertezas, fragilidades...  

Respiro fundo, sei que chegou ao fim, sei que o que posso ter tenho e não quero mais nada! Na verdade nunca poderia ser de outra forma!  
 

segunda-feira, novembro 03, 2008

Regresso à Infância


Depois de uma viagem de 5 horas lá chegámos... As mesmas ruas à nossa espera, o cheiro profundo da terra, o frio que faz arrepiar e bater os dentes, os mesmos olhares e o relembrar de Verões quentes de Agosto... Aldeia perdida nos montes com pessoas esquecidas que desejam companhia e carinho dos chegados de terras longínquas.

Subo as escadas de pedra desejosa de entrar. Entro, sinto o saudoso ranger do chão e dirijo-me à cozinha para ver as modificações. Olho em volta, a velha janela deu lugar a uma nova, numa parede caiada e lisa, ou contrário da antiga e rugosa. Sim, está diferente, mais espaçosa, mas as memórias continuam entranhadas nas paredes.... Vou ao quintal, e lá está, a casota de madeira, a mesa de pedra, a videira e a grande ginjeira com o seu tronco largo e entrançado. Inspiro e deixo entrar o ar gelado carregado de cheiros familiares e agradáveis. Fecho olhos e consigo ver o avó e os amigos sentados à sombra em mais um jogo de cartas numa tarde de 40 graus. Os cântaros ao sol para termos água quente para o banho do final do dia, e a avó a lavar roupa no tanque. É bom regressar!

Depois da voltinhas para cumprimentar os poucos que restam, sento-me finalmente na cozinha em frente a lareira e passamos um serão agradável a recordar histórias e pensar no que falta fazer para recuperar a velha casa! Assámos castanhas, prova-se a velha aguardente já quase sem álcool e aprecia-se o indescritível paladar de uma comida saudável. Chegado o final da noite, cada qual vai para o seu respectivo quarto e envolve-se bem nos velhos lençóis e cobertores para não deixar entrar o frio.

De manhã regresso ao mundo real, despeço-me dos recantos e volto a aguardar as memórias no baú. Até à volta!