
Pergunto a mim própria, sou só eu que sinto?
Quanto mais o tempo passa mais me convenço que sim! No entanto isso não torna as coisas mais fáceis! O nó na barriga continua lá sempre que ouço alguns pensamentos ou confissões, a vontade de estar contigo não diminuiu e muito menos o que sinto quando olho para ti ou me tocas, nem que seja com a ponta do dedo! Ridículo e sem fundamento, talvez! Mas por isso mesmo me pergunto todos os dias, sou só eu que sinto?
Quanto mais o tempo passa mais me convenço que sim! No entanto isso não torna as coisas mais fáceis! O nó na barriga continua lá sempre que ouço alguns pensamentos ou confissões, a vontade de estar contigo não diminuiu e muito menos o que sinto quando olho para ti ou me tocas, nem que seja com a ponta do dedo! Ridículo e sem fundamento, talvez! Mas por isso mesmo me pergunto todos os dias, sou só eu que sinto?
No meu dia à dia procuro a fuga, concentro-me arduamente no que tenho para fazer e procuro não pensar. Procuro nas coisas boas, os amigos, as minhas leituras, as idas à praia, os meus passeios e as minhas viagens fugir e não pensar, não imaginar nem me iludir. Não acreditar em frases perdidas e sem nexo. No entanto, basta um toque, uma palavra, às vezes um olhar, para voltar tudo à estaca zero. Ridículo e sem fundamento, talvez! Mas por isso mesmo me pergunto todos os dias, sou só eu que sinto?
Tento perceber como aqui cheguei, como deixei crescer este sentimento se desde o início joguei à defesa, tentei ser a muralha que nada nem ninguém pode derrubar, a força constante que não se deixa perturbar, a guerreira que sabe sempre controlar as situações. Pois é, sem saber como roubaste-me a paz de espírito, entraste nos meus sonhos e invadiste o meu mundo! Sempre a dizer a mim mesma que nada se passava, quando tomei consciência constatei que era tarde. A muralha cedeu e mandar-te embora para reconstruí-la é difícil e na verdade nem sei se o quero fazer.....
Sim, sou só eu que sinto, e por isso, aos poucos a muralha volta novamente a ser erguida, tijolo a tijolo, à dias que coloco um, outros coloco dois, três, também à dias que alguns caem e o processo recomeça... mas sei que chego lá!
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