
Depois de uma viagem de 5 horas lá chegámos... As mesmas ruas à nossa espera, o cheiro profundo da terra, o frio que faz arrepiar e bater os dentes, os mesmos olhares e o relembrar de Verões quentes de Agosto... Aldeia perdida nos montes com pessoas esquecidas que desejam companhia e carinho dos chegados de terras longínquas.
Subo as escadas de pedra desejosa de entrar. Entro, sinto o saudoso ranger do chão e dirijo-me à cozinha para ver as modificações. Olho em volta, a velha janela deu lugar a uma nova, numa parede caiada e lisa, ou contrário da antiga e rugosa. Sim, está diferente, mais espaçosa, mas as memórias continuam entranhadas nas paredes.... Vou ao quintal, e lá está, a casota de madeira, a mesa de pedra, a videira e a grande ginjeira com o seu tronco largo e entrançado. Inspiro e deixo entrar o ar gelado carregado de cheiros familiares e agradáveis. Fecho olhos e consigo ver o avó e os amigos sentados à sombra em mais um jogo de cartas numa tarde de 40 graus. Os cântaros ao sol para termos água quente para o banho do final do dia, e a avó a lavar roupa no tanque. É bom regressar!
Depois da voltinhas para cumprimentar os poucos que restam, sento-me finalmente na cozinha em frente a lareira e passamos um serão agradável a recordar histórias e pensar no que falta fazer para recuperar a velha casa! Assámos castanhas, prova-se a velha aguardente já quase sem álcool e aprecia-se o indescritível paladar de uma comida saudável. Chegado o final da noite, cada qual vai para o seu respectivo quarto e envolve-se bem nos velhos lençóis e cobertores para não deixar entrar o frio.
De manhã regresso ao mundo real, despeço-me dos recantos e volto a aguardar as memórias no baú. Até à volta!
Subo as escadas de pedra desejosa de entrar. Entro, sinto o saudoso ranger do chão e dirijo-me à cozinha para ver as modificações. Olho em volta, a velha janela deu lugar a uma nova, numa parede caiada e lisa, ou contrário da antiga e rugosa. Sim, está diferente, mais espaçosa, mas as memórias continuam entranhadas nas paredes.... Vou ao quintal, e lá está, a casota de madeira, a mesa de pedra, a videira e a grande ginjeira com o seu tronco largo e entrançado. Inspiro e deixo entrar o ar gelado carregado de cheiros familiares e agradáveis. Fecho olhos e consigo ver o avó e os amigos sentados à sombra em mais um jogo de cartas numa tarde de 40 graus. Os cântaros ao sol para termos água quente para o banho do final do dia, e a avó a lavar roupa no tanque. É bom regressar!
Depois da voltinhas para cumprimentar os poucos que restam, sento-me finalmente na cozinha em frente a lareira e passamos um serão agradável a recordar histórias e pensar no que falta fazer para recuperar a velha casa! Assámos castanhas, prova-se a velha aguardente já quase sem álcool e aprecia-se o indescritível paladar de uma comida saudável. Chegado o final da noite, cada qual vai para o seu respectivo quarto e envolve-se bem nos velhos lençóis e cobertores para não deixar entrar o frio.
De manhã regresso ao mundo real, despeço-me dos recantos e volto a aguardar as memórias no baú. Até à volta!
Sem comentários:
Enviar um comentário